Sexta, 09 Fevereiro 2018

Conexão rápida com os EUA coloca Mato Grosso em alerta para tráfico de pessoas

A conexão entre Cuiabá e Belém (PA), que faz com que os cuiabanos cheguem aos Estados Unidos da América (EUA) em apenas 9 horas, colocou Mato Grosso em alerta para o tráfico de pessoas, seja escravidão ou exploração sexual, trabalho forçado, tráfico de drogas ou outros.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou, em setembro de 2017, a Azul Linhas Aéreas operar  os voos. As viagens começaram a ser feitas apenas em dezembro. De acordo com o Comitê Estadual de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (Cetrap), essa nova rota colocou o Estado no alvo dos traficantes, que se aproveitam da facilidade de ludibriar pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Diante da situação, o aeroporto Marechal Rondon, foi escolhido para uma ação. Os funcionários, incluindo as companhias aéreas, passarão por uma ação de sensibilização. Além disso, o Cetrap também fará uma capacitação com colaboradores, para que possam identificar um possível caso de tráfico de pessoas.
A ação contará com a presença de membros do Comitê – Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, Agência Brasileira de Inteligência, Casa Civil,

Universidade Federal de Mato Grosso, além de representantes do Poder Judiciário.

Casos registrados - Um caso que ganhou bastante destaque na imprensa foi o desaparecimento da jovem de 19 anos, Maria Luisa Lotuffo Levy. Ela que sofria um transtorno mental grave caracterizado por um padrão de instabilidade contínua no humor, no comportamento, auto-imagem e funcionamento, teria sido vítima de uma suposta quadrilha de tráfico de pessoas.

Marcos Levy, que é pai da menina, relatou no boletim de ocorrências que a filha estaria recebendo diversas mensagens a convidando para ir viajar para outras cidades. Além disto, explica também que recebeu uma mensagem de uma empresa aérea, de uma passagem comprada para o Rio de Janeiro. Ela acabou sendo encontrada, dias depois em um hotel, no município de de Itiquira (a 376 km de Cuiabá)

De acordo com a Secretária do Estado de Segurança Pública (Sesp), somente em 2017,  foram registrados 70 casos de tráfico de pessoas, sendo que 58 vítimas foram utilizadas para fins de trabalho escravo e 12 para exploração sexual ou realização de trabalho doméstico, sem remuneração

Homens e mulheres, de idades diversas, fazem parte do interesse dos agenciadores. A Lei nº 13.344, de outubro de 2016, aponta que o crime de tráfico de pessoas envolve aliciar, recrutar, transportar, transferir, comprar, alojar ou acolher pessoa, mediante ameaça, violência e abuso com a finalidade de exploração.

Denúncias - Dois números são disponibilizados para fazer denúncia sobre o tráfico de pessoa, o disque 100 e o 180, ambos gratuitos. O denunciante não precisa se identificar. O crime também pode ser informado nas delegacias da Polícia Judiciária Civil e Polícia Federal e Ministérios Público Federal e Estadual.

Fonte: Cenário MT

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